domingo, 3 de outubro de 2010

O Que aconteceu com a Igreja?

Lembro-me de quando eu era uma criança acompanhando meu tio para participar da escola dominical de certa igreja da qual não lembro o nome. Não me esqueço, entretanto, do clima fascinante daquele ambiente. Sem querer ser espiritualista, podia-se sentir um mover transcendente, metafísico, que envolvia a todos. Ainda me lembro nostalgicamente daqueles dias. Ali eu podia ser eu sem ser rechaçado, vilipendiado ou ridicularizado. Contava as horas pra voltar lá.

Hoje não sou mais aquela simples criança, incapaz de indentificar, ou, quem sabe, presumir olhares maquiavélicos, imbuídos de sentimentos horríveis que vez por outra são despertados em nossa decaida humanindade. hoje aquele ambiente fascinante se trasnformou. Às vezes tenho a terrível impressão de que não é "um" o coração dos que crêem. Às vezes tenho medo de que não tenhamos bebido da fonte da água viva; nos enganamos! A água vem da fonte de Jacó. Esta água não jorra para a vida eterna; não mata a sede. Eu tenho sede! Tenho sede de uma comunidade desprovida de péssimos interesses pessoais. To com fome da igreja cruz proveniente. Que se ama; que ama os perdidos, e, sobretudo, ama, de fato, seu Senhor.

No que se transformou a igreja? O ambiente proprocionado por ela não é mais aquele fascinante. O que aconteceu? Em busca da resposta que sirva pra solucionar tais indagações me deparo com a cruel realidade: Eu cresci! Virei homem. Deixei de ser criança. Me aprofundando mais, descubro que sou a maior causa da minha crise. Eu sou meu inimigo. Eu arranquei de mim a ingenuidade daquele garoto hiperfeliz com seu tio na igreja. Esse é o nosso problema. Nós crescemos. deixamos a igenuidade própria do infante.

Voltemos a gostar do playground! Sejamos como crianças, pois, das tais é o reino dos Céus. Sejamos inocentes. Não maquinemos o mal. Não pensemos mal uns dos outros. Sejamos fascinados pelo ajuntamento. Amemo-nos com a inocência de uma criança. Que possamos redescobrir o sabor da comunhão verdadeira. Que possamos sentir a vida de Cristo afluindo de nosso relacionamento. E que nosso amor altruísta seja um grito estridente para o mundo informando-lhe que Ele, Jesus, é o enviado de Deus para a Salvação de todo aquele que invocar seu nome.

A Cristo toda Glória!



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